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domingo, 29 de junho de 2014

Bardana


Planta originária da Eurásia e difundida na América. Prolifera em baldios, beiras de caminhos e próxima de zonas habitadas.
Sua uso vem desde a época dos gregos que a utilizavam como medicamento, o mesmo ocorrendo na idade média, sendo incluida em varias fórmulas medicinais.
Sua fama nunca foi contestada.
Todas as partes da planta podem ser usadas de alguma forma medicamentosa: as folhas, por exemplo, quando amassadas e aplicadas como cataplama são usadas para tratar doenças de pele em razão de sua ação bactericida.

As propriedades da Bardana incluem sua ação antibactericida, fungicida, adstringente, anti inflamatória, anti-séptica, antipirética, calmante, cicatrizante, depurativa, diurética, fungicida, tônica, laxante suave, probiótica.

A Bardana está contraindicada para grávidas, crianças e em pacientes com diarreia.
Atualmente, seu uso tem respaldo científico pois há comprovação quanto à suas propriedades.
No Brasil, especialmente no Sudeste e no Sul, devido à influência dos imigrantes japoneses, a bardana é utilizada também na culinária, podendo ser encontrada em algumas feiras livres, embora ainda não tenha sido muito difundida. 
No Japão é mais utilizada que a própria cenoura na culinária do dia-a-dia. Podemos preparar tempurás, sopas, refogá-la apenas em óleo de soja, cozinhá-la junto com arroz, colocá-la em refogados de carne, etc. 
Uma preparação particularmente interessante é uma espécie de conserva: descasque a raiz crua, raspando com a faca, lave, corte em bastonetes ou em filetes e mergulhe em pasta de soja (missô) e coloque na geladeira. Fica pronto no dia seguinte e mantém-se próprio para consumo por vários dias, como qualquer conserva. Ótimo para complementar o arroz branco, e excelente tira-gosto.

Entre a comunidade japonesa, a bardana ou o gobô, como é mais conhecida, é normalmente refogada com shoyu e sal ou usada nas receitas de tempurá.


Propriedades nutricionais:

A raiz da bardana é fonte de proteínas, glicídios, fibras, cálcio, fósforo, ferro, riboflavina, niacina, vitaminas A e B1, além de ser rica em sais minerais. 100 gramas do vegetal fornecem 82 calorias. Segundo alguns produtores japoneses, a maioria das propriedades nutricionais estão concentradas na casca e por isso é importante não retirá-la.